a A Autocontraste

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25.04.2017

Perfil Johann – Maressa Carneiro

 

Por Cristiana Lobo

A violinista Maressa Carneiro tem uma rotina de imersão no universo da música clássica. Além da atuação na Johann, ela faz parte da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal e atua frequentemente como convidada da Opes. Ela também  é uma das criadoras do trio instrumental The Sons, que faz novas versões de músicas pop, clássica e eletrônica e explora efeitos visuais de video mapping.

O trio já tem seu canal no YouTube e o primeiro vídeo, batizado Oceanos, acaba de entrar no ar. A ideia é lançar mais 5 vídeos durante o ano e fazer a primeira apresentação no final do segundo semestre de 2017.

Cada integrante toca vários instrumentos e eles pretendem explorar timbres bem diferentes nas próximas gravações. Piano, teclado, sintetizador, flauta transversa, sax midi, outros tipos de flautas, violino e diversos efeitos vão fazer parte do repertório.

O projeto audiovisual tem ocupado quase todo seu tempo livre no último ano. Maressa está sempre pesquisando sons e vídeos na internet e precisou investir em equipamentos e aprender a gravar e editar. Apenas para os efeitos de mapping eles contam com um videomaker.

Ela também participa do projeto do saxofonista e flautista Alexandre Caldi e Quarteto de Cordas, que começou no ano passado, quando recebeu o convite para participar. Em meio a tantos ensaios, apresentações e projetos paralelos, não sobra muito tempo para cultivar um hobby, mas o cuidado com uma vida saudável faz parte da rotina. Maressa faz questão de manter uma boa alimentação e regularidade nas atividades físicas. O que ajuda a dar conta da agenda lotada e das frequentes viagens, tanto a trabalho quanto para visitar a família na sua cidade natal.

A disciplina é essencial para dar conta de tudo, mas tanta dedicação nunca foi um problema porque ela é apaixonada pelo que faz desde criança. Maressa começou a tocar bem cedo, aos 6 anos, nas aulas de violino na escola, em Volta Redonda, pequena cidade situada no sul fluminense, no estado do Rio de Janeiro, onde ela cresceu.

Com total apoio dos pais, sempre soube que seria musicista, a primeira da família. Uma de suas duas irmãs até se arriscou no piano, mas logo desistiu. O único que também compartilhava suas habilidades era o avô, músico intuitivo que tocava violão e cavaquinho.

O estímulo em casa e a dedicação resultaram em uma técnica apurada. Em 2006, ela passou em primeiro lugar no Conservatório Brasileiro de Música, no Rio, o que rendeu uma bolsa de estudos. Nesta época, ela se dividia entre o Rio e Volta Redonda, onde também trabalhava dando aulas de violino no projeto Cidade da Música.

Chegou a fazer parte da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa antes de se mudar definitivamente para o Rio. Hoje, ela não para um minuto, participa de diversos projetos e cria alguns arranjos para o trabalho no trio The Sons. Quem sabe, em breve, surge uma nova compositora.